quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Penha

(Num fim de tarde demais pra pensar em fazer diferente).


Os meus pés desenham o fim do trapiche desta praia
Abaixo dos meus olhos um mar sem ondas, silencioso
E profundo.
Deve haver lá em baixo peixes, espécies muitas, areia, objetos.
Sinto uma vontade tamanha de me deixar cair
E ver se no meio desta desordem de Deus
Encontro o que restou daqueles dias. Do passado.
Que uma vez me pôs maravilhado, e abandonou-me
Em Saudades a ancorar.

Claudio Rizzih.

3 comentários:

Leonardo Távora disse...

E toda vez que quiser deixar-se cair, olhe para o lado. Tem uma mão estendida à espera da sua para apertá-la.

Mais uma vez, parabéns! Texto pequeno e profundo como o mar.

Lillian Karlla disse...

Estou aqui à visitar e prestigiar, como sempre.

parabéns! AMO-O

Andresa Alvez disse...

Já disse que tenho medo do mar? Ele trás nele uma tristeza que já foi nossa, ou em alguns casos, que ainda é.
Acho que agora tudo está esclarecido, pelo fato de eu temer tanto essa sua ida.
Quando digo Sad City, não é apenas pelo fato da tristeza que ela trás, mas da tristeza que nós trazemos. A nossa tristeza, a tristeza da cidade, e a tristeza do mar.
Por sempre te apoiar, eu deveria dizer "Vai, na desordem tu acha a tua ordem." Mas, eu te Amo, dizer tal frase ainda seria te Amar, mas seria aceitar viver sem saber do Amor. Do verdadeiro Amor.
Não vai, porque eu tô aí, dentro de ti, se tu morrer, eu vou atrás. Se tu morrer, eu morro também.

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