sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Inerte.

Eu jurei que encheria de palavras este diário
Feito o do ano passado.
Que colaria fotos e lembranças
E mágoas e demônios.
Mas agora que não há Amor
Quero dizer, de homem
Não há também latim, nem precipícios
Nem frutas nem velórios
Não há porquês
Nem o ano terá trezentos e sessenta e cinco dias.
Restam apenas as brasas de nós dois
As linhas vazias e muros em branco
E tantos, tantos ensaios
De um jovem poeta de merda
Que vive de Saudades e invernos
Nesta inerte pensão dentro de mim.

Claudio Rizzih.

1 comentários:

Andresa Alvez disse...

Promessas de escrever em agendas são como promessas feitas nos 31 de dezembro: Nunca fazemos. E às vezes, nem é por falta de vontade, mas por falta de vida.
A gente morre, todo dia se bobiar. Aprendi isso contigo.
Cabe a cada um querer ressuscitar ou não... Cabe ao cotidiano nos fazer viver.
Depende de um monte de coisa, de atrativo, depende do coração.
Depende de outras pessoas também. Tem gente que pode nos matar. Sem armas, sem socos.
A pessoa se vai e leva a vida junto. Leva as agendas, os escritos. Leva tudo, e a gente morre. É assim.

Clichê demais se eu dizer "sim, eu te entendo?"
Eu sim. Eu! ♥

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