terça-feira, 24 de maio de 2011

Remate

Desaire de minha parte oferecer-te o vício
Propondo acreditar ser trivial quando na verdade
Poderia lhe por as faces ralo á baixo.
Amaste-Me baixinho, na fumaça
E o teu Amor me fazia chorar cinzas
Aleijando-me por completo.
Cantavam os desafinados, as luas, e as pneumonias.
Tu entoavas hinos ao Amor,
E eu estragava tudo com meu contra canto nada harmonioso.
O que foi a vida até agora, Amante?
Tanto fiz, andei e corri
Tantas vezes morri
E por que então viver se não para Amar?
Traz as manhãs, os cafés, o aljôfar
Inebria tuas vestes com meu hálito
Porque na noite seguinte eu já terei sumido
Sem deixar epílogos plausíveis
Nem papéis de bilhetes e borrões.
Apenas o remanescente de um quase “nós”
Junto de algumas palavras e canções num cinzeiro.
Pusemo-nos na boca, e saboreamos toxinas
Um misto de saliva, cereja, nicotina.

E o meu cigarro me queimou os dedos.
E o teu Amor me queimou o coração.

Claudio Rizzih.

5 comentários:

Andresa Alvez disse...

Somos de alguém, e de ninguém. Loucura né? Quem vai entender isso? A gente.
Porém, isso não quer dizer que não temos sentimentos, que não Amamos.
Nossa alma à alguém pertence, mas o externo, essa parte velha é de ninguém. Ou de todo mundo.
Amamos, mas ao mesmo tempo, somos Amantes.

Eu te Amo, apenas. Parabéns, de novo e de novo! ♥

Anônimo disse...

ah, esses quase amores...

Lillian Karlla disse...

Eu te amo, e amo teu amor!

David Santana disse...

Claudio Rizzih!

LuccasAngeli disse...

Meu Anjo Caído!

O amor de tuas palavras fortes e ácidas, como o veneno que cega meus olhos e ensurdecendo meus ouvidos, no instante em que leio-as.
Verdadeiramente vejo o quão genial o mundo te Fez!

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